Ao Km...

quinta-feira, setembro 15, 2005

QUE CARRO COMPRAR?

Vou tentar desenvolver esta questão da melhor maneira possivel. Não será fácil pois os métodos utilizados para vender uma carro a uma pessoa diferem e muito. Mas vou começar pela opção que maior parte das pessoas enfrentam hoje em dia em primeiro lugar.

Volumetria do carro?

Deverá ser um carro grande ou pequeno? 5 ou 3 portas? Com ou sem ar condicionado? As perguntas poderiam continuar interminavelmente. Mas a verdade é que os carros hoje em dia têm dois objectivos. Transportar-nos de um lado para o outro e transmitir uma imagem. Os carros hoje em dia são um simbolo do poder. Não se deve descurar esta parte pois parece-me importante que se tenha um carro do qual se goste! Nem sempre é o mais util, mas isso acaba por ser um pormenor. Se a utilidade for descurada de todo ai acaba por ser um problema grande. Um carro deve ser suficientemente grande para poder ser utilizado com o nº de passageiros e carga necessária pelo menos em 90% das vezes. Haverá situações em que não nos irá servir! Mas isso basta imaginar que quer transportar aquele sofá para a casa de um amigo para se desfazer dele. Quantos carros poderiam fazer isto? Muito poucos.

Conforto?

O carro deverá ter o minimo de espaço para que os ocupantes se sintam confortáveis assim como materiais da melhor qualidade possível. Pois o ruido assim como o desconforto causado por maus materiais agrava-se com o tempo. Deverá também ter um sistema de suspensão agradável ao tipo de condução que se espera efectuar. Uma boa bagageira assim como a acessibilidade desta melhora sem duvida o conforto de utilização de um carro. Mas será confortável usar um carro grande numa grande cidade? Bem aqui a resposta é obvia, claro que não. O ideal é podermos ter um carro para cada situação mas a maior parte de nós não pode fazer isso. Então é um factor decisivo o tipo de trajecto que se vai efectuar. Isso abre outra grande questão.

Que tipo de combustivel?

Gasóleo, Gasolina, Híbrido, GPL. Todos eles de certeza servirão qualquer um. Mas alguns terão custos demasiado elevados. Neste caso irei separar em dois grandes grupos de vendas. Novos e Usados. Se pensa comprar um carro novo, penso que a questão não se deve levantar. No nosso mercado os carros a gasolina tornam-se obsoletos muito cedo. Desprovidos de valor comercial. O preço da gasolina não nos permite grandes aventuras. Os carros gastam mais litros de combustivel que o seu semelhante a gasóleo além do preço por litro de combustivel ser superior. E no final quando quisermos trocar levaremos com a penalização de termos comprado um carro a gasolina. Mas e se eu fizer 10000Km ano? For um carro pequeno e a diferença de preço for de 2500€ no valor do carro compensa? Fazremos aqui uma simulação. Vamos imaginar um carro a gasolina citadino que gasta 6 litros de combustivel a gasolina e 4 a gasóleo. Imaginemos também que o preço se situa a 1.25€ a gasolina e a 1€ o gasóleo. O carro a gasolina irá gastar 7.5€ por cada 100 Km percorrido. O carro a gasóleo 4€. 3.5€ por cada 100 Km é muito dinheiro pensamos nós. Mas se fizermos 10000 Km ano gastaremos mais 350€. Até perfazermos a diferença de preço teremos que percorrer muitos km. Portanto é bom não se precipitarem e fazerem as contas 1º. Não se esqueçam da desvalorização que no fim será uma fatia a considerar. Em relação aos carros híobridos julgo que o alto valor de compra não justifica a diferença de preço. Além de que no final para vender não será fácil por enquanto. O GPL de origem não é uma boa opção pois mesmo tendo em conta que o GPL custa cerca de 50 cm por litro de combustivel. O carro inevitavelmente gastará mais litros. Num carro usado só de grande cilindrada e que se pretenda manter durante algum tempo. No que toca a carros usados um carro a gasóleo será a melhor opção. A diferença de preço a maior parte das vezes justifica-se. Quer pelo consumo, quer pela desvalorização. A não ser que se queira um carro para fazer muito poucos km.

Importado ou Nacional?

Aqui gera-se na minha opinião vários mitos. Alguns com fundamento outros nem tanto. O mito que mais me irrita é o de quererem vender um carro nacional, ou seja que percorreu em estradas nacionais em péssimo estado, mais caro que um carro importado. A maior parte originários de paizes desenvolvidos com boas estradas e nos quais as pessoas se preocupam com a manutenção por ser um factor de segurança importante. Valerá apena comprar o nacional sendo ainda mais caro? Não. A resposta é curta e simples. O estado de um carro é dificil de avaliar a maior parte das vezes. Vejamos 3 exemplos?

- Um VW Passat TDI de 1998 com 54000 Km nacional e com revisões na marca, 17000€.

- Um VW Passat TDI de 1998 com 120000 Km nacional e com revisões na marca, 15000€.

- Um VW Passat TDI de 1998 com 150000 Km importado e com revisões na marca, 13000£.

Poderemos verificar que as diferenças de valor são grandes e se forem verdadeiras justificáveis. Mas pergunto eu quem venderia um carro com 54000Km. Tendo provavelmente tido 1 dono. Poucas pessoas. Uma pessoa que faz poucos Km não justifica trocar de carro pois já tem um carro novo. A não ser que tenha batido? Essa é a situação mais comum sendo o valor ganho exorbitante para um carro que nem deveria poder voltar a ser vendido! A não ser que não conheçam o carro desconfiem. Mexer num conta Km é a coisa mais fácil que existe e os livros de revisões compram-se carimbados e tudo!!

No 2º caso o carro poderá ter uma Km real a maior parte das vezes. Mas mesmo assim algo caro para o carro em questão mas o facto de poder estar em muito bom estado poderia justificar a compra.

No 3º caso há um factor importante que é a corrosão. Vindo os carros importados de paises muito frios e com muita humidade os carros têm tendências a ganhar ferrugem mais facilmente. Mas na maior parte dos casos os carros estão em melhores condições gerais que os nacionais. Além do que a Kilometragem percorrida em boas estradas além do bom tratamento do veiculo é deveras mais importante.

Eu compraria o 3º. Menor investimento e provavelemente maior durabilidade.

Atenção que não é um designio certo e deve-se ter em conta o estado do carro! Com muita atenção.

Estado de um carro usado?

Esqueçam a Kilometragem, será porventura o factor menos importante embora a maior parte das vezes destacado como muito importante. E não o é porque é muito dificil averiguar a Kilometragem que se vê ser a real do veiculo. Mas há outros factores que podem contribuir para ver se um carro é ou não uma boa compra. Vejam o desgaste do volante, pedais e manete das mudanças. Os bancos e o desgaste ou mesmo a substituição do tecido dos bancos no banco do condutor pode ser alarmante. Os cintos começam a acusar o desgaste nas molas. Se o carro foi pintado tente compreender se foi bem pintado e porque terá sido. Um carro acusa desgaste na pintura é inevitável. Procure ouvir o motor a trabalhar se tem um trabalhar certo! Verifique com atenção o motor e veja se existe algum sinal de fugas. Veja o deposito de água do radiador. Se este tiver algo mais que água ou a água tiver ou muita ferrugem ou uma pasta branca( òleo do motor). O carro terá problemas em pouco tempo. Veja sinais de ferrugem e até que ponto são extensas. Se tiver duvidas peça a consulta a um especialista mas nunca o que lhe tenta vender o carro.

Potência?

Hoje em dia é um factor importante. Não pelo facto de andarmos depressa, mas pelo facto de nos poder dar um conforto de condução adicional. Se poder optar pelo mesmo preço por um carro masi potente provavelmente é a melhor opção. Terá que se ter em conta o consumo ser superior mais provavelmente.

Peças e Manutenção?

Aqui levanta-se outro grande mito! Será importante o preço das peças? É sem duvida mas cada vez mais as peças não diferem muito o preço de marca para marca. E a manutenção muito menos. A não ser que se opte por uma oficina multimarca. Na origem irá sempre ser caro. Existem diferenças de preço enormes dentro das oficinas da mesma marca. Tente conversar com alguém que tenha adquirido um veiculo da mesma marca para saber onde se deve dirigir.

Estes são os conselhos que vos deixo hoje.

Um abraço amigo e sempre ás ordens.

quarta-feira, setembro 14, 2005

OLÁ PNEU!

Começo este blog com perguntas que parecem pertinentes ainda nos tempos que correm.

Que pneus escolher?

Que tipo de pneus?

Deverei usar pneus de verão e inverno?

Em que eixo deverão estar colocados os melhores pneus?

As perguntas que se seguiriam poderiam ser quase intermináveis. Mas a verdade é que tanto os fabricantes de pneus como de automóveis dão bons conselhos basta segui-los!!

Os pneus devem sempre encontrar-se em bom estado de conservação e de funcionamento, incluindo o pneu de substituição.

Deve-se verificar a pressão dos pneus e adequar a pressão ao tipo de condução. Um pneu mais cheio terá tendência a ser mais rijo. Principalmente em pisos menos abrasivos perderá aderência. Um pneu pouco cheio não terá rigidez suficiente para dar estabilidade ao carro. Em qualquer dos casos o consumo do pneu será de forma irregular e mais rápida do que seria de esperar. Os consumos do veiculo também serão afectados inevitavelmente.

Em relação ao estado destes, deve-se verificar se não se encontram gretados ou com danos visiveis. Alguns danos podem ser autênticas bombas relógio. Não esqueça-mos que os pneus são o unico objecto que separa o carro do chão. Talvez mesmo as peças mais importantes do carro. Uma bolha, uma forma irregular, falta de borracha em algum sitio deve ser verificada cuidadosamente por um profissional e se possivel substituido. Pois não deixará restias de duvidas. Deve-se também ter atenção ao uso do pneu. Existe uma marca que legalmente serve para verificar o bom estado ou não dos pneus. Pode-se incorrer em infracção. Esta marca deve ser respeitada, pois a partir dessa marca os pneus deixarão de cumprir com os requisitos minimos de aderência.

No que toca ás medidas devem ser sempre as que designam o livrete do veiculo. No que toca a questões legais. Se achar que o veiculo não tem os pneus adequados ao seu tipo de condução pode pedir ao importador responsável pelo veiculo mais medidas de pneus homologadas para utilização no mesmo e requisitar posteriormente um averbamento ao livrete. Assim poderá legalmente e em segurança alterar a medida dos pneus.


O tipo de pneu é muito importante embora em Portugal o uso de pneu misto talvez seja o mais correcto. Temos piso seco e molhado todo o ano. E raramente excepto algumas zonas do pais poderemos encontrar gelo, neve ou granizo. Ai pode-se sempre recorrer á compra de umas correntes de neve para casos pontuais. Ou então pneus de neve permanentes. Existem entidades como a DECO que frequentemente fazem testes de aderência, preço e durabilidade dos pneus. Será uma boa opção confirmar alguns testes. Existem pneus para várias velocidades ou carga. Os melhores pneus não são os mais caros.

Nos eixos traseiro ou dianteiro devem sempre encontrar-se em cada eixo dois pneus iguais e nas mesmas condições. Pois a perca de aderência apenas numa roda de um eixo pode ter um fim catastrófico. Os pneus em melhor estado ou novos devem sempre encontrar-se no eixo traseiro. Deve-se ter em conta que a montagem de pneus novos ou mesmo usados requer a calibragem da roda e possivelmente o alinhamento.

Deixo os conselhos, responderei a todas as perguntas que souber. As que não souber prometo ajudar a encontrar resposta.

Um abraço.